Amarelo


Olhe as estrelas
Veja como elas brilham para você
E para tudo que você faz
Sim, e elas eram todas amarelas

Eu progredi
Escrevi uma canção para você
E para tudo que você faz
E ela se chamava "amarelo"

Então eu esperei a minha vez
Que coisa para ter feito
E era tudo amarelo

Sua pele
Sim, sua pele e seus ossos
Transformaram-se em algo bonito
Você sabe, você sabe que eu te amo tanto
Você sabe que eu te amo tanto e muito

Eu nadei
E superei as barreiras por você
Que coisa a se fazer

Porque você era toda sem graça
E estabeleci um limite
E estabeleci um limite para você
Que coisa a se fazer
E era tudo amarelo

Sua pele
Sim, sua pele e seus ossos
Transformaram-se em algo bonito
E você sabe
Por você eu daria todo o meu sangue
Por você eu daria todo o meu sangue

É verdade
Veja como elas brilham para você
Veja como elas brilham para você
Veja como elas brilham para
Veja como elas brilham para você
Veja como elas brilham para você
Veja como elas brilham

Olhe as estrelas
Veja como elas brilham para você
E para tudo que você faz



Agradeço minha sempre amiga Amanda Magnino (www.goamandago.blogspot.com) que há algum tempo me apresentou essa canção. Hoje a ouço com um sentido maior em meu interior.

Coldplay - Yellow (2000)

SOLIDÃO



Solidão é o que estou sentindo agora
é a ausência de alguém
é o espaço vazio
é o prazer quase dor
é a fala dos meus pensamentos
é a vontade, somente vontade
é o vazio do ser que ocupa o seu espaço
é o silêncio seco e intrínseco
é a morte, simples morte
é tudo dentro de si mesmo
é a amiga das idéias brilhantes
é a amante do sofrimento
é a companhia de todos os viventes

Solidão te quero amiga,
Então me tragas a quem não amas;
E que sua voz, somente esta
Basta-me ouvi-la

Fernando Coelho

A monstruosidade do vazio


“Está em mim a minha ajuda, agora que me desamparou todo o auxílio eficaz?” (Jó 6.13)

Certo homem, numa manhã ensolarada, acendeu uma lamparina e foi para o mercado central de sua cidade gritando alucinadamente: “Procuro Deus, procuro Deus!”
O que leva um homem a tomar tal atitude? Estamos vivendo a “era do vazio”.
Cada vez mais os homens procuram meios para preencher o vazio de suas almas.

Se o século XX foi considerado “a era da ansiedade”, o século XXI já nasceu sob o estigma de “era do vazio”.

O vazio assusta.


Com um humor irônico, uma das famosas “Leis de Murphy” diz que “sempre que houver uma superfície vazia, alguém vai achar alguma coisa para colocar em cima”.

O vazio incomoda.


Esse sentimento estranho de que a vida está acinzentada, de que o céu perdeu o encanto, de que as estrelas perderam a graça faz com que a humanidade viva um dilúvio de dramas, depressões e loucuras.

Pessoas que, ao chegarem em casa ligam, ao mesmo tempo, a televisão, o aparelho de som e todo tipo de parafernália sonora, tudo com o único objetivo de fugirem da solidão, do vazio, do encontro pessoal.

O vazio tem o estranho talento de puxar as cartas e derrubar nossos castelos.
É o espelho estilhaçado da alma.
Em sua vitrine, os produtos não seduzem, a beleza é inútil, o rosto passa a ser ignorado.
Quando atravessamos sua ponte frágil, a vida parece perder o sentido.

Nietzsche, o filósofo alemão, em seu leito de morte, bradou: “Chamem uma multidão de pessoas porque o silêncio dói”.

O incrível do vazio é que ele é aliado da totalidade, vaza para todas as áreas, como uma enchente feita do nada, uma tempestade de sombras que projetam a dor e o acaso.
Nossa esperança está no fato de que Cristo enfrentou a face deformada do vazio e nos ofereceu a nova vida, plena, em seu abraço.

Na cruz, Jesus muda a essência da dor humana, absorve toda a potência que a monstruosidade do vazio podia apresentar e abre as portas do consolo e do carinho.
Não existe um vazio capaz de engolir o coração de Cristo, portanto, o coração de Jesus é o lugar da vida, do alívio e da esperança.
O próprio Jesus, conhecendo a turbulência que existe em nossa interioridade, disse: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11.29).

O vazio pode assustar, amedrontar e incomodar, mas termina quando a presença de Deus preenche as fontes da nossa existência.
Nenhum vazio pode destruir a alegria da graça de Deus!
Jesus é Deus preenchendo de conteúdo nossa insignificância.
É o Tudo no nada!


Alan Brizotti, escreve para Genizah

http://almamarcada.blogspot.com

A graça de viver cada dia


Diante do drama da doença crônica da filha, a missionária Débora Kornfield encontra perspectivas espirituais para o sofrimento

Costuma-se dizer que quem sofre adquire mais sensibilidade para perceber o sofrimento dos outros. Quando a relação envolve mãe e filha, então, a situação é muito mais delicada. Há 24 anos, a missionária Débora Kornfield, nascida nos Estados Unidos, criada na Guatemala e radicada no Brasil – mais precisamente, em São Paulo –, vive um drama familiar: a doença crônica de sua filha Karis. Ela nasceu com uma grave deficiência intestinal que paralisa seu trato digestivo. Desde seus primeiros dias de vida, ela tem convivido com um calvário de longas internações, delicadas cirurgias e desgastantes tratamentos. “É uma dor que não tem fim”, resume Débora.

A dura realidade tem afetado não apenas Karis e Débora, como também seus três outros filhos e o marido, e também missionário, David Kornfield. A vida da família tem girado em torno de um misto de provações e fé – muita fé, diga-se de passagem. Obreiros ligados à Sepal – Servindo Pastores e Líderes, entidade de origem americana sediada na capital paulista, David e Débora estão no Brasil desde 1990. Eles desenvolvem um frutífero ministério junto à liderança evangélica, o Mapi (Ministério de Apoio a Pastores e Líderes), baseado na mentoria espiritual. Débora, autora do livro Vítima, sobrevivente, vencedor (Editora Sepal), dedica-se ao ministério de restauração e especializou-se no aconselhamento a pessoas vitimadas pelo abuso sexual.

Agora, a missionária, de 54 anos, prepara-se para lançar um novo livro, onde conta os paradoxos entre a confiança na graça de Deus e a própria atitude diante de uma enfermidade que, apesar de algumas melhoras pontuais, não cede. “Reconheço que já nos sentimos injustiçados por Deus”, admite Débora. Em Karis – Adorando a Deus no deserto, que chega às livrarias em março pela Editora Mundo Cristão, ela faz um relato detalhado de como tem enfrentado a doença de Karis, os questionamentos acerca do amor de Deus, as dificuldades em família e o espectro sempre presente da morte. “O Senhor tem me desafiado a cada dia a lhe dar glórias, a perseverar e a crescer na minha fé”, diz. É uma luta que recomeça a cada amanhecer.

CRISTIANISMO HOJE – Como está sua filha hoje?

DÉBORA KORNFIELD – Ela está vivendo um dia de cada vez. Em novembro passado, ela passou por uma situação grave de rejeição e infecção [N.da Redação: na semana em que a entrevista foi concedida, Karis estava internada nos Estados Unidos, com obstrução intestinal e outras complicações]. Nestes últimos meses, ela passou por duas cirurgias de grande porte. Na verdade, ela não esteve bem durante o ano de 2008.

O livro é um desabafo?

O Salmo 145 nos manda contar os atos poderosos do Senhor. Senti que deveria escrever o livro por três motivos. Primeiro, para não me esquecer do que Deus tem feito por mim. Segundo, para encorajar outras pessoas em meio às suas dificuldades; e, em terceiro lugar, para que eu mesma pudesse entender melhor a nossa peregrinação – e, através disso, talvez ajudar a nossa família. Quando começamos a contar a história no site da Karis, recebi tantos e-mails de pessoas que de fato foram tocadas e encorajadas por Deus através do que lhe aconteceu que percebi que o Senhor queria usar isso para fortalecer o seu povo. Ora, a linguagem do sofrimento é comum a todos, independente do tipo de provação que cada um enfrenta.

A senhora diz várias vezes que sua própria filha pediu que não orassem mais por sua cura, entendendo que, como Paulo, deveria aprender a conviver com o “espinho na carne”. Como saber a maneira mais certa de orar nestas circunstâncias?

Creio que precisamos pedir a orientação de Deus em cada caso, pois o Senhor tem propósitos específicos em tudo que faz na vida de cada indivíduo. Não creio que a situação da Karis é modelo para outros, exceto na necessidade de procurar entender de Deus como devemos orar. Certamente, muitas pessoas continuaram (e continuam) a pedir cura para Karis, e estou muito agradecida por isso. Deus pode, a qualquer momento, responder dramaticamente a essas orações, como tem respondido tantas e tantas vezes de maneiras menos espetaculares, mas igualmente importantes para preservar a vida dela.

Se é assim, por que Deus não a cura definitivamente? Não seria um sinal muito mais poderoso do seu poder?

Penso que, se Deus curasse a Karis de vez, as pessoas dariam muitas glórias ao seu nome por alguns dias ou semanas; mas, depois, esqueceriam. Já por mais de 25 anos, Deus tem me desafiado a cada dia a lhe dar glórias, a perseverar, a crescer na minha fé, apesar dos momentos muito difíceis que temos passado. Pelas mensagens que recebo, acredito que outras pessoas têm a mesma percepção em relação à situação de minha filha.

Em algum momento, a senhora, sua filha ou sua família sentiram-se injustiçados por Deus? Como administraram este sentimento?

Claro que sim! Aliás, para descrever a luta de cada um de nós levaria muito tempo. Jamais, porém, ouvi a Karis expressar este sentimento. O que ela acha injusto é ser alvo de tantos recursos médicos e financeiros, dado o número de crianças totalmente saudáveis que morrem por fome ou por doenças fáceis de prevenir, especialmente em regiões pobres como a África. Quantas vezes ela tem chorado porque multidões não têm acesso às verbas gastas em favor dela. Como mãe, é claro, eu sofro junto com a Karis – muitas vezes, até pedi a Deus uma troca de lugares, passando para mim o sofrimento dela… Acho que qualquer mãe sentiria a mesma coisa. Confesso que, no início da vida de Karis, foi difícil para nós entender ou aceitar a situação dela, pois nunca havíamos nos imaginado passando por isso. Então, tentei escrever no livro um pouco sobre as minhas lutas – não tanto por me sentir injustiçada, mas por não entender o porquê de minha filhinha ter de sofrer tanto.

Mas um texto muito citado da Bíblia, no capítulo 53 do livro de Isaías, diz que Cristo tomou sobre si todas as nossas enfermidades. Como explicar, então, que a maioria dos crentes não recebe a cura divina? Falta-lhes fé?

Minha interpretação dessa passagem é um pouco diferente da de muitas pessoas. Jesus, por haver sofrido e passado o que passou, entende a minha dor, sente o que sinto, chora junto e me dá forças a cada dia. Por causa de textos no Novo Testamento, não creio que o de Isaías 53 significa que Cristo nos livra de todo sofrimento e enfermidade. Paulo diz que completamos em nossos corpos o sofrimento de Cristo. Os textos de Hebreus 2.14-18 e 4.14-16 destacam que podemos nos aproximar de Jesus confiantes de que ele sabe o que é sofrer, e se compadece de nosso sofrimento. Mas será apenas no novo Céu que Deus acabará com toda doença, morte, tristeza, choro e dor, conforme Apocalipse 21.4. Enquanto vivemos neste mundo caído, tais aspectos tristes da vida serão partes de nossa experiência.

Qual é o estado de ânimo de sua filha diante da doença?

É difícil começar a recuperar-se, por exemplo, de uma cirurgia, e logo enfrentar outro desafio, e mais outro, e mais outro, como ondas do mar que mal a permitem respirar. Essa tem sido sua rotina ao longo da vida. É claro que um processo desses impacta a vida emocional; não há como evitar isso. Um efeito colateral dos remédios que ela toma é a depressão. Até que a gente entendesse isso e a necessidade de tratamento específico – o que perdurará provavelmente pelo resto de sua vida –, sofremos muito. Por sua própria natureza, a Karis tem uma personalidade alegre, extrovertida, otimista. Por isso, esta depressão profunda causada pelos remédios foi talvez a mais difícil experiência de sua vida, pois ela sentiu que havia perdido até sua conexão com Deus. Mas nos últimos meses, desde que conseguiu sair do quadro depressivo, ela tem aguentado melhor. Acontece que minha filha tem sofrido uma série de perdas recentemente, inclusive a possibilidade de gerar filhos. E essas perdas precisam ser choradas, embora nem sempre achemos condições para este luto. No fim do ano passado, quando a possibilidade de morrer mais uma vez parecia próxima, a Karis sentiu a Presença de Deus muito perto dela. Estou grata ao Senhor por isso.

No livro, a senhora conta que sua filha recebeu várias supostas profecias e revelações dando conta de que seria curada – e tais previsões não se confirmaram. Quais os prejuízos emocionais e espirituais que isso acarretou à sua família?

Bem, nós aprendemos a usar de discernimento e cautela com as pessoas que queriam orar pela Karis ou entregar-lhe profecias, pois muitas deixaram-na muito mal. Minha filha é uma pessoa muito amorosa, mas quando disse que não estava conseguindo aguentar esse tipo de situação, tratamos de protegê-la. É difícil para uma menina num leito de extremo sofrimento, que apesar disso está seguindo a Deus com todo o seu coração, ouvir que está ali por conta de seus pecados ou de sua falta de fé. Creio que ninguém quis prejudicar a ela ou a nossa família; simplesmente, muitas pessoas não tiveram o discernimento adequado para nos abençoar da maneira que, sem dúvida, gostariam de haver feito.

Como fica o relacionamento familiar numa situação de crise permanente?

Tentamos equilibrar um dia de cada vez, às vezes conseguimos e outras vezes não – aí, precisamos pedir perdão e tentar restituir uns aos outros no que falhamos. Não acho que exista uma solução mágica ou fácil para isso. Tentei escrever no livro o suficiente sobre estes temas, para que outras pessoas, que também enfrentam esse tipo de pressões, pudessem pelo menos se sentir menos isolados e confusos nesta corda-bamba diária. Uma enorme bênção é o amor que existe entre nossos filhos, e eu e David, como pais, tentamos objetivamente valorizar cada um deles, mas muitas vezes não foi possível tratá-los igualmente. Por outro lado, outras famílias e a nossa igreja no Brasil têm ajudado a preencher lacunas inevitáveis, como minha ausência nos longos períodos em que precisei ficar nos Estados Unidos com Karis. Esse apoio tem sido precioso para nós.

De que maneira seus outros filhos têm reagido diante da inevitável prioridade que a senhora tem dado, esses anos todos, a Karis?

Os nossos filhos dizem que a minha disciplina era rígida em comparação com o que observaram entre os colegas. O fato é que eu simplesmente não tive recursos emocionais para aguentar brigas, queixas ou discussões; então, não permiti que agissem assim comigo ou na minha presença. Para brigar entre si, eles tinham que entrar num quarto com a porta fechada e sair apenas quando estivessem em paz. Não sei como teria sido se eu não tivesse tanto estresse sobre mim. Em contrapartida, tentamos ouvir os nossos filhos com respeito e, dentro de nossas possibilidades, atender às suas necessidades e desejos. Raquel, uma de minhas filhas, hoje com 23 anos, não entendia por que Deus permitia tudo que já aconteceu com Karis, e qual o motivo de tanta dor. “Que Deus de amor é esse?”, questionava. Mas com o tempo, esse coração endurecido simplesmente a levou à raiva e à amargura. Só quando Raquel procurou confiar mais no Senhor, apesar das dificuldades, reconhecendo sua bondade e entendendo que ele se importa como nosso bem estar e sente nossa dor, que as coisas começaram a melhorar na sua vida espiritual e emocional. Hoje, ela entende que Deus é bom e compassivo, digno de toda devoção. Já a Valéria, que tem 20 anos, chegou a duvidar até mesmo da existência de Deus. A solução foi a decisão de crer nele, mesmo sem perceber nenhuma evidência de seu amor para com Karis e sem garantia do futuro. Ela permanece firme nessa decisão até hoje, o que lhe dá força para enfrentar cada novo dia.

Tanto a senhora, atendendo sua filha, como seu marido, em suas tarefas ministeriais, passam longos períodos longe um do outro. A vida conjugal sobrevive diante dessa realidade?

Escrevi um pouco no livro sobre as nossas lutas ao longo dos primeiros vinte anos da vida da Karis. Conversas com outros casais com filhos doentes confirmam que a nossa experiência é comum. Aliás, isso faz sentido: dizem que a média de divórcios entre pessoas sem as pressões de uma doença crônica na família está na faixa de 40% a 50% – imagine então o desafio para os casais que, além de todas as demandas do dia a dia, precisam lidar com o estresse multiplicado pela enfermidade de um filho. É claro que isso afeta a dimensão do relacionamento conjugal. Parece que uma doença crônica é como um gra

nde buraco escuro, onde é jogado tudo que se tem de tempo, energia, atenção, recursos financeiros e até criatividade, restando pouco ou nada para dar ao cônjuge. Além disso, nunca podemos contar com a realização de um plano. Muitas vezes tivemos que cancelar uma viagem em família por conta de uma crise de Karis ou passar as férias num quarto de hospital. Não tem sido fácil, cl

aro. É uma tensão persistente. O tempo que temos juntos é precioso. Quando fico ciente das lutas de outros casais que enfrentam estresses mais, digamos, normais, fico admirada da determinação e compromisso que o meu marido tem com o nosso casamento. O que mais vejo entre os que lidam com doença crônica na família é o marido não aguentando a situação e pulando fora.

Hoje em dia, é normal que casais de obreiros desenvolvam o mesmo ministério. Até que ponto seu chamado é diferente do de seu marido e quais as interseções entre eles?

David trabalha mais com o Mapi, pastoreando pastores. Já eu tenho atuado com o Rever, um ministério de restauração da alma, especificamente com sobreviventes de abuso sexual. Meu marido ajudou na organização do Rever e dedicou bastante tempo ao início do ministério, mas agora dá pouca atenção a esta área diretamente. No Mapi, o que mais tenho feito é ajudar no aconselhamento de casais pastorais, onde é vantajoso trabalharmos como casal. Há muito mais que David e eu gostaríamos de fazer juntos, se Deus permitir.

Sua atividade missionária, bem como a de seu marido, obrigou sua família a constantes mudanças. De que forma a mulher deve enfrentar a situação, já que é delas a maior instabilidade nestas situações?

Em nosso caso, as viagens constantes de meu marido deixam para mim uma responsabilidade maior para manter a estabilidade em casa. Quando as crianças eram pequenas, eu praticamente não viajei com David – fiquei em casa para cuidar dos filhos e me envolvi em ministérios locais. Aliás, recebi críticas de pessoas que achavam melhor que eu acompanhasse mais o trabalho dele, mas não me arrependo. A vida da mulher tem fases, e a fase da infância dos filhos exige dela um compromisso específico por alguns anos. Quando nossos filhos estavam mais independentes, comecei a viajar uma vez por mês – às vezes com meu marido, às vezes sozinha –, mas tentei nunca ultrapassar este limite. Deixei claro que as necessidades de meus filhos eram a prioridade. Além disso, precisei manter os meus compromissos mais flexíveis do que seriam no caso de uma mulher sem filho doente. Felizmente, a nossa missão valoriza e apoia o cuidado da família como parte da vocação missionária.

Durante décadas, a Igreja brasileira tem sido influenciada por missionários estrangeiros, sobretudo americanos. A senhora acha que obreiros dos EUA ainda têm o que oferecer ao Brasil, que hoje é uma potência evangélica?

Na minha perspectiva, a Igreja brasileira amadureceu muito. Chegamos ao Brasil em 1990, e naquela época a Igreja parecia uma adolescente, com muito entusiasmo, mas sem tanta estabilidade ou profundidade. A falta de um discipulado adequado fazia com que muitos convertidos saíssem pela porta dos fundos. Poucas igrejas usavam grupos pequenos para aprofundar estudos bíblicos, incentivar relacionamentos ou evangelizar. Além disso, havia competição entre denominações; faltava um trabalho conjunto para alcançar as suas cidades e pouco se fazia para ministrar às gritantes necessidades sociais do país. Agora, quase vinte anos mais tarde, parece-me que a Igreja brasileira tem amadurecido ao ponto de assumir mais responsabilidade, não apenas para cuidar de si, mas de multiplicar-se, até mesmo em outros países. A firmeza espiritual da Igreja será revelada na qualidade de suas obras missionárias. Vejo trabalhos muito sérios e eficazes, maior cooperação e respeito entre as denominações e maior ênfase em ministérios holísticos, que cuidam de todas as dimensões da pessoa, e não apenas do aspecto espiritual. Se a Igreja brasileira se fechasse para missionários estrangeiros, continuaria muito bem, talvez até melhor, pois teria que assumir tudo para si.

O Mapi se propõe a preencher uma lacuna cada vez mais evidente na Igreja Evangélica: o pastoreio de pastores. As carências nas famílias dos pastores têm aumentado?

Não sei se as carências têm aumentado, ou se estão apenas mais evidentes, devido à maior liberdade na Igreja para reconhecê-las e expressá-las. Acho que a saúde da família é alvo específico de Satanás, que usa de muitas artimanhas para destruí-la, especialmente entre a liderança. Falhas na liderança refletem-se automaticamente no bem-estar da Igreja. Também lidamos com valores mundanos que invadem a Igreja, especialmente na área sexual e na idéia de que “merecemos” ser felizes, mesmo se isso leva à destruição de nossos casamentos. Muitos pastores e líderes foram criados em famílias disfuncionais e as igrejas não têm sabido ministrar restauração para eles – e, consequentemente, para seus membros em situações parecidas.

A relação entre as igrejas e os pastores precisa ser mudada?

Efésios 4 indica que os membros do Corpo é que devem fazer o ministério, valendo-se dos dons e habilidades que o Espírito distribui para cada um. Aos pastores, cabe cuidar e nutrir suas ovelhas, capacitando-as para o desenvolvimento de seus próprios ministérios. É uma relação diferente do que vemos na maioria das igrejas.

Durante muito tempo, foi reservado às mulheres um papel secundário nas igrejas. Hoje, elas não apenas ocupam cargos eclesiásticos, como até lideram denominações. O que a senhora pensa a respeito?

Que os homens se levantem! Acho que as mulheres têm preenchido um grande vazio deixado pela liderança masculina.

O que a senhora pensa acerca do acesso de divorciados, ou mesmo de pastores em segundo ou terceiro matrimônio, ao ministério?

O peso da dor de um divórcio é enorme, uma tragédia com sequelas até a terceira e quarta gerações. Que os pastores cuidem primeiro de si e de seus lares, para depois ter algo valioso e íntegro com que contribuir à Igreja.

Extraído de: http://cristianismohoje.com.br/ch/a-graca-de-viver-cada-dia

Dia: 01/02/2010

Sentidos pensantes


Existência esta complexa:

Ás vezes acho que não sei existir

Ou como existir, ou por que existir;



Sentimentos pensantes, pensamentos sentidos;

é tudo: é o tempo, é a dor, é a saudade, é o medo, é a ilusão, é a angustia;

é o amor, é o desejo, é um sorriso, são as lágrimas...

Complexa existência esta!

Fernando Coelho

HAITI, A FÉ QUE SURGE DOS ESCOMBROS

Muita coisa tem sido dita nestes últimos dias acerca do cataclismo que abateu o Haiti.
A ONU afima ser a maior catástrofe da história. Será que se esqueceram a tsunami?
E de tantos outros terremotos que têm acometido o mundo nos últimos anos?

O que torna a tragédia do Haiti mais importante em termos de repercussão é sua proximidade com o resto do Ocidente. A tsunami aconteceu lá do outro lado do mundo.
Mas o Haiti parece um aviso de que coisas ruins também acontecem aqui no nosso quintal.
Miami está logo ali!



Como cristãos, qual deveria ser nossa reação diante de uma tragédia desta magnitude?

Alguns preferem buscar explicações teológicas. Alguns crêem que tenha sido juízo de Deus, por causa de um pacto feito entre aquela nação e o diabo, quando lutava por sua independência da França no século VIII. Outros atribuem ao próprio diabo, como se este tivesse poder sobre as forças naturais. Há também a turma do Open Theism [Teísmo Aberto], que aproveita a situação para reafirmar e propagar sua crença de que Deus não interfere na história, e nem ao menos conheçe o seu desfecho. Tem também os que aproveitam para linkar o acontecimento à proximidade da volta de Jesus, catalogando-o como sinal dos tempos.

Enquanto os teólogos de plantão discutem, cristãos comuns arregaçam as mangas no afã de minimizar o sofrimento das vítimas.

O livro de Atos registra um terremoto ocorrido na cidade de Filipos, onde Paulo e Silas estavam encerrados na prisão. O abalo foi de tal magnitude que rompeu as grades, deixando todos os presos potencialmente livres. O carcereiro, desesperado, quis suicidar-se, mas foi impedido por Paulo, que garantiu-lhe que nenhum dos presos fugiria. Para a surpresa deles, o suicida perguntou-lhes: Que farei para ser salvo?

Ora, Paulo poderia ter entendido que aquele terremoto era juízo de Deus sobre os que o haviam preso injustamente. Ou poderia acreditar que tudo tinha acontecido para que ele fosse livre daqueles grilhões. Porém, Paulo não entendia os acontecimento partindo de seu próprio umbigo. É claro que ele não acreditava em acidentes. Havia um propósito naquilo tudo. Em vez de aproveitar para fugir, Paulo se volta para aquele homem desesperado, e lhe diz: "Crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo tu e a tua casa".

Que bom seria se a igreja contemporânea deixasse de discutir a razão das tragédias naturais, e aproveitasse o ensejo para levar uma palavra de conforto e salvação às vítimas. E não só palavras, mas também ações.

Não nos compete julgar, nem atribuir culpa a quem quer que seja. Nossa única atribuição é revelar a face amorosa do nosso Deus, que Se importa com a dor de suas criaturas.

Dos escombros deste terremoto no Haiti surja uma igreja vibrante, cheia de vida e desejosa de mudar o mundo. Dos escombros de nossas certezas teológicas, possa emergir uma igreja voltada para fora em busca de soluções, em vez de explicações.

Por Hermes Fernandes

Extraido e adaptado de:http://almamarcada.blogspot.com/2010/01/por-hermes-fernandes-muita-coisa-tem.html;24/01/2010

Bueiros abertos e o pecado repentino


Acontece num instante. Você está andando e assobiando satisfeito e no minuto seguinte se vê caindo, de olhos abertos. Satanás tira a tampa do bueiro e um passeio inocente ao cair da tarde se transforma em pesadelo. Você despenca indefeso, percebendo a queda, mas incapaz de controlá-la. Bate no fundo e fica olhando, estupefato, para a escuridão. Inspira o ar fétido e permanece no esgoto de Satanás até que ele o lance para fora e você esteja de novo, na calçada, tonto e traumatizado.


É assim que se processa o pecado repentino. Já se envolveu nele? Poucos pecados são premeditados e planejados. Muito poucos dentro nós iriam classificar-se na equipe estratégica de Satanás. Passamos o tempo evitando o pecado e não planejando cometê-lo. Não pense porem um minuto sequer que só por não desejar cair, isso não vai acontecer com você. Satanás tem um estratagema especial a sua espera, e ele só faz uso desse estratagema quando você não estiver atento. Esse pai da mentira medroso não ousa desafiá-lo de frente. De jeito nenhum. Não espere que o maioral dos demônios o convoque para um duelo. Essa serpente não é capaz disso. Seu jogo é sujo. Ele é o mestre das armadilhas e o autor dos momentos de fraqueza, aguardando quando você fica de costas, quando suas defesas baixam. Ele espera o sinal tocar e sua volta ao canto do ringue. A seguir, faz pontaria mirando a sua maior fraqueza e...acertou no alvo!


Você perde a paciência.


Cede a cobiça.


Cai.


Fuma.


Bebe.


Beija a mulher.


Acompanha a multidão.


Racionaliza.


Concorda.


Assina seu nome.


Esquece quem é.


Entra no quarto.


Espia pela janela.


Quebra a promessa.


Compra a revista.


Mente.


Deseja.


Bate os pés e exige os seus direitos.


Você nega o seu Mestre.


É Davi despindo Bate-Seba. É Adão aceitando o fruto de Eva. É Abraão mentindo sobre Sara. É Pedro negando conhecer Jesus. É Noé embriagado e nu em sua tenda. É Ló, na cama com sua própria filha. É o seu pior pesadelo. É repentino. É pecado.


Satanás anestesia a nossa percepção e anula nosso autocontrole. Sabemos o que estamos fazendo e ao mesmo tempo não acreditamos estar cometendo um tal ato. Na névoa da fraqueza desejamos parar, mas não possuímos a força de vontade para tanto. Queremos voltar, mas nossos pés não se movem. Queremos correr e lamentavelmente, desejamos ficar.


É o adolescente no banco de trás do carro. O alcoólatra comprando “só” mais uma dose. O chefe pegando na mão da secretária. O marido entrando na loja de artigos eróticos. A mãe perdendo o seu controle. O pai espancando seu filho. O jogador perdendo o seu dinheiro. O cristão descontrolado. É Satanás tomando o leme.


Confusão. Culpa. Racionalização. Desespero. Tudo nos atinge e penetra fundo. Nós nos levantamos estonteados e tropeçamos de volta ao nosso mundo.


“Oh, Deus, o que fiz?”


“Devo contar a alguém?”


“Não vou repetir isso outra vez.”


“Meu Deus, podes perdoar-me?”


Ninguem que leia estas linhas está livre da traição do pecado repentino. Ninguem se acha imune a este estratagema da perdição. Este demônio do inferno pode escalar os muros mais altos dos monastérios, penetrar na fé mais profunda e profanar o lar mais puro.


Alguns de vocês sabem exatamente o que eu digo. Poderiam até escrever essas palavras melhor do que

eu, não é? Alguns de vocês, como eu, tropeçaram tantas vezes que o mau hálito de Satanás não é mais novidade. Vocês pediram o perdão de Deus repetidamente e teme que o poço de misericórdia possa ter secado.


Quer reforçar um pouco as suas defesas? Precisa de ajuda para aguçar as suas armas? Já caiu bueiro

abaixo excessivas vezes?


Considere então as idéias abaixo:

Primeiro, reconheça Satanás. Nossa luta não é contra a carne e sangue, mas com o próprio diabo. Siga o exemplo de Jesus ao encontrar Satanás no deserto. Chame-o pelo nome. Tira a sua máscara. Denuncie o seu disfarce. Ele aparece sob as formas mais inocentes: uma saída a noite com os amigos, um livro aparentemente bom, um filme popular, uma vizinha bonita. Mas não deixe que o engane! Quando o impulso de pecar surgir de repente, olhe dentro de seus olhos e mostre que não se iludiu:


“Arreda, Satanás!”


“Você não me pega, cão do inferno!”


“Já andei pelos seus caminhos malignos antes. Volte ao covil a que pertence!”


Nunca tente brincar com esse anjo decaído. Ele irá moê-lo como trigo.


Segundo, aceite o perdão de Deus. O capítulo 7 do livro de Romanos é a “Lei Aurea” para todos os que têm a tendência de tropeçar. Veja o versículo 15: “Eu não entendo aquilo que faço, porque não faço as coisas boas que quero fazer. Ao contrário, faço as coisas más que odeio fazer.”

Parece familiar? Continue. Versículos 18 e 19: “Sim, eu sei que nada de bom vive em mim, isto é, naquela parte de mim que é humana e pecadora. Eu quero fazer o que é bom, mas não faço. Eu não faço as coisas boas que quero fazer. Ao contrário, faço as coisas más que não quero fazer.”


Esse escritor deve certamente ter lido o meu diário!

Que homem tão miserável que sou! Quem poderá me salvar deste corpo que me conduz para a morte?”(verso 24)

Por favor, Paulo, não pare ai! Não existe um oásis nesse deserto de culpa?


Existe! Agradeça a Deus e beba avidamente ao ler o versículo 25 e o verso 1 do capítulo 8: “Dou graças a Deus por meio de nosso Salvador Jesus Cristo. Assim, em minha mente, sou escravo da lei de Deus, mas naquela parte de mim que é humana e pecadora, sou escravo da lei do pecado. Portanto, agora já não há condenação para as pessoas que estão em Cristo Jesus.”

Amém! Ai está. Você leu corretamente. Sublinhe a frase se quiser.


Para os que estão em Cristo(pertencem a Ele) não há nenhuma condenação.


Reivindique a promessa.


Memorize as palavras.


Aceite a purificação.


Lance fora a culpa.


Louve ao Senhor.


E...fique vigilante, atento aos bueiros sem tampa.


Extraído do livro Moldado por Deus de Max Lucado

GRAÇA


Para os dilapidados, os derrotados e os exauridos,

Para os cristãos musculosos que têm John Wayne como herói, e não a Jesus,

Para os sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso da mala pesada de uma mão para outra,

Para os acadêmicos que aprisionam Jesus na torre de marfim da exegese,

Para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável,

Para gente barulhenta e bonachona que manipula o cristianismo a ponto de torná-lo um simples apelo ao emocionalismo,

Para os discípulos inconsistentes e instáveis cuja azeitona vive caindo para fora da empada,

Para os místicos de capuz que querem mágica na sua religião,

Para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados,

Para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação,

Para os vasos de barro que arrastam pés de argila,

Para os destemidos que nunca derramaram lágrimas,

Para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus,

Para os zelotes ardentes que se gabam com o jovem rico dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha juventude",

Para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas,

Para os complacentes, que ostentam sobre os ombros um sacolão de honras, diplomas e boas obras, crendo que efetivamente chegaram lá,

Para os legalistas, que preferem entregar o controle da alma a regras a viver em união com Jesus,

Para gente como eu e você, gente:
GRAÇA

Adaptado do livro: “O Evangelho Maltrapilho” de Brennan Mainnig; Ed. Mundo Cristão

Feliz Consciência Nova!




Deus não faz rascunhos! Deus faz esboços! A diferença?


Rascunho é aquilo que é descartado, fruto de uma tentativa frustrada, de um erro. Ora, nenhuma de Suas obras é descartável, e isso inclui a mim e a você.


Todos estamos em processo de finalização, em fase de acabamento. Por isso, somos um esboço, uma obra inacabada.


É Paulo quem nos garante: "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Cristo Jesus" (Fp.1:6).


O Grande Arte-finalista está reforçando nossos traços, apagando os eventuais borrões, e por fim, nos colorirá. Somos a aquarela de Deus! Sua obra-prima!


Assim como os artistas renascentistas usavam modelos vivos para posarem para seus quadros e esculturas, o Modelo usado por Deus para nos desenhar é Cristo. Ele é o padrão, a referência por excelência.


De uma coisa podemos estar certos: Deus não desistirá de Sua obra. Ele começou, Ele mesmo terminará.

Mesmo Pedro tendo negado a Jesus, ele não foi descartado. Tão logo ressuscitou, Jesus foi ao seu encontro, e em vez de acusá-lo de deserção, o desafiou a continuar em sua jornada e a liderar os discípulos.


Então, por que desistiria de mim? E por que desistiria deste Universo?


Engana-se quem pensa que Deus está prestes a riscar um fósforo cósmico e detonar o Cosmos.


Li em algum lugar que este Universo é apenas uma versão Beta. Recuso-me a acreditar nisso. Aquele que é o Alfa e o Ômega de tudo quanto existe, não precisa de versões Beta. Repito: Deus não faz rascunhos! Ele não vive de tentativas. Tudo o que Ele faz durará para sempre! Duvida? Então leia Eclesiastes 3:14.


Em vez de destruir o Universo, Deus vai aperfeiçoá-lo, enchendo-o com as cores de Sua glória. E então, Deus será tudo em todos.
E quem seria a platéia do Supremo Artista? De quem virão os aplausos?


Paulo responde: "E foi assim para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nas regiões celestiais" (Ef.3:10).


No idioma original, Paulo diz "a multicolorida sabedoria de Deus". Imagine a quantidade de cores que há no estojo do Criador!


Os mesmos seres celestiais que assistiram à criação do Mundo, agora esperam em suspense pela sua consumação (Jó 38:4-7). E é a igreja, a nova humanidade, o pincel usado por Deus. São as consciências renovadas pela Palavra que projetam na tela do Universo as inúmeras cores do espectro divino.

Retirado de http://hermesfernandes.blogspot.com/2010/01/deus-faz-esbocos-nao-rascunhos.html em 01/01/2010